30 de nov de 2010

A História do Mangá - Parte 5

Muitos e muitos mangás passaram a ser publicados no Brasil. Encontrávamos títulos como Samurai X (Rurouni Kenshin) e Yu Yu Hakusho por apenas R$ 2,90 cada edição e DragonBall e Cavaleiros do Zodíaco  por apenas 1 real a mais. Acessível a todos, ganhavam cada vez mais público. Alguns eventos de anime e mangá aconteciam com certa frequência e o interesse das pessoas pelas HQs japonesas aumentava. O número maior de curiosos significava maior procura pelo produto. Os eventos aumentavam (em todos os sentidos). Diversas manifetações de afeto aos personagens, vistas com mais frequência no exterior do que por aqui, como o cosplay e os fanzines, passaram a ter maior visibilidade e se tornaram práticas levadas cada vez mais a sério, com competições de alto nível (a imagem abaixo é muito mais recente mas coloquei por causa da qualidade).


 Nasceram produções nacionais, como a aclamada Holy Avenger, que, após 40 edições (somadas às diversas especiais, incluindo as edições 41 e 42, que mostravam o que acontecia após o término da saga), deixa saudades. Combo Rangers, de Fabio Yabu (criador de Princesas do Mar, do Discovery Kids), Tsunami, que trazia diversas histórias, no melhor estilo Shonen Jump, já que as histórias tinham continuidade, Victory (Muita luta, pouca roupa. Boas lembranças…), que chegou a ser publicada nos Estados Unidos pela Image Comics e ficou entre os 300 mais vendidos. Houve também a extinta Desenhe e Publique Mangá, uma inovadora revista que permitia que seus leitores enviassem seus trabalhos (de 8 a 16 páginas) e, caso fossem bons (ou nem tanto), eram publicados. Dungeon Crawler , de Daniel HDR (desenhista da adaptação oficial do anime Digimon para mangá), Ethora e diversos outros (Ishin manda saudações ao Capitão Ninja). Foi uma época especial para as HQs no nosso país.
 O tempo passou. O dóllar não contribuiu e o mangá ficou mais caro. Fãs de anime passam a traduzir, legendar e disponibilizar animes na internet em inglês. Não demora muito muito até a idéia atingir outros países (inclusive o nosso). O mesmo ocorre com os mangás, co traduções que não devem nada em nada ao produto original (visite www.kousen.com.br). Surge o “o de fã para fã“. Com a facilidade, leitores que costumavam acompanhar uma ou duas séries específicas agora tinham a possibilidade de alcançar  novas aventuras. Rádios que tocam apenas músicas de anime brotavam por toda a internet e a euforia aumentava. A procura por quem ensinasse a desenhar no estilo japonês também era grande (eu ensino!). O mangá dominou o Brasil e o mundo (não necessáriamente nesta ordem).

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